Um lanche de várias cores

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E porque o prometido é devido: qual é coisa qual é ela que mais parece uma barata amarela, consegue ser mais bonito que ela e brilha à noite como uma favela? O pirilampo, pois está claro!
· O pirilampo, assim como o seu parente vaga-lume, é um dos insetos mais conhecidos por emitirem luz – fenómeno conhecido por bioluminescência.
Alimenta-se de lesmas e caracóis.
Os pirilampos produzem luz através da oxidação de uma substância produzida pelo próprio corpo, a luciferina. Esta reação oxidante liberta energia sob a forma de luz em vez de calor. Não sabemos como os pirilampos controlam as emissões de luz, pensa-se que seja na limitação do fluxo de oxigénio às luciferinas.
As luciferinas dos pirilampos: produzem luz em tons verde-claro; nos vaga-lumes produzem em tons amarelos em vez de verde. Eta luz tem as funções de ataque, defesa, acasalamento (o pirilampo fêmea usa a sua luz para atrair um parceiro).
A fêmea do pirilampo não voa, pois não têm asas e os ovos são postos no verão em sítios húmidos (debaixo do musgo, por exemplo) e emitem um brilho fraco.

Pirilampo desenhado a carvão pelo André
Antes de lermos o livro “O lanche do senhor verde”, de Javier Sáez Castán, observámos as ilustrações, lemos o título e um aviso escrito em latim que aparece a dado momento da história. Em seguida, imaginámos duas histórias cada uma com a sua moral.



A primeira história

Era uma vez uma casa, nos anos 80, em Inglaterra, onde morava o Sr. Verde que gostava muito do seu cão da raça pugue, chamado Verdocas.
O Sr. Verde decidiu convidar os seus amigos de outras cores para um desafio: o Sr. Púrpura, o Sr. Amarelo, o Sr. Azul, o Sr. Castanho e o Sr. Preto.
Decidiram todos enfrentar o desafio e abrir a porta com as suas chaves de cada cor.
Quando passaram a porta, esperava-os uma mesa com um chapéu de sol, cheia de comida, rodeada de borboletas, o cavalo preto (do Sr. Preto), uma vaca e árvores de fruto: um mundo colorido.
Ficaram felizes a lanchar e para sempre viveram naquele mundo bonito cheio de cores. Moral da história: devemos enfrentar os nossos medos e desafios.

A segunda história


Antigamente, em Inglaterra, havia seis senhores de cores diferentes: amarelo, azul, púrpura, preto, castanho e verde.
Um belo dia, foram lanchar a casa do Sr. Verde que tinha uma porta com várias fechaduras para as chaves de cada um dos seus amigos.
Este senhor Verde convidou-os para os desafiar a abrir a porta e descobrirem o que havia para além dessa barreira: outra realidade da qual eles nunca poderiam regressar. E disse-lhes:
- Never look back!
Os amigos ultrapassaram com adrenalina a barreira do medo e deram de caras com um mundo colorido cheio de borboletas, macieiras, videiras e uma mesa coberta por um belo manjar.
Moral da história: para conhecermos algo, temos de investigar e ultrapassar barreiras, pois à partida só sabemos que nada sabemos.

De que seriam feitas as compotas de várias cores?

A verde podia ser de quivi ou de maçã verde.
A amarela devia ser de limão ou melão.
A púrpura devia ser de morango ou de framboesa.
A azul talvez fosse feita de mirtilos.
A castanha devia ser de marmelada ou de chocolate.
A preta devia ser de amora.
Comentámos a importância da diferença, da diversidade em contraste com a monotonia de um mundo fechado, sempre igual a si mesmo. Falámos de como será bom enfrentarmos os nossos medos e seguirmos em frente nas nossas descobertas e desafios, mesmo que seja difícil.

No dia do lanche, a professora Sónia contou a história para as crianças, jovens, educadoras, mães e avós. Afinal, é uma história para todas as idades!
O jogo da descoberta dos objetos presentes, alguns bem escondidos, nos cantos da escola e que aparecem na obra foi divertido. Para descobrirmos a chave, os professores Sónia e Fernando tiveram que nos ajudar com o velho jogo do “quente e frio”.
Por fim, veio o lanche com sumos e compotas coloridas, cheios de vitaminas e sabores diferentes. Realmente, comer e beber sempre a mesma cor, cansa!

Antes de começar
A professora Sónia a contar a história
O senhor Verde
O mundo colorido do senhor Verde
O chapéu de sol colorido
A agenda e a caneta para os convites
O chapéu 
A chave
A lanterna
Os objetos reunidos
As compotas e os sumos
O abafador para o chá não arrefecer

As atividades do mês de outubro!

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Halloween

O dia  31 de outubro foi... um dia assustador!!!! ... mas muito guloso!
Numa primeira fase, as crianças e jovens do IPO esculpiram uma abóbora... nada assustadora, segundo consta!
De seguida, aproveitando a polpa da abóbora fizeram doce abóbora!
Por fim, um lanche aterrador, mas delicioso... o doce estava divinal!
As decorações aterradoras também não foram esquecidas, apesar de não assustarem ninguém! 






São Martinho

No dia de São Martinho, os nossos alunos exploraram e dramatizaram a Lenda de São Martinho. 
Mas, como é nosso costume, não faltou a exploração gastronómica do tema. 
As castanhas foram lavadas, retalhadas e assadas pelos nossos alunos e degustadas por todos os que estavam internados no serviço de pediatria do IPO. 
As atividades de expressão plástica também foram acolhidas com agrado... com a ajuda das mães!







TeleAulas

Neste mês, iniciámos as nossas TeleAulas com os nossos parceiros: a Escola do Hospital de Santa Maria e a EBI da Bobadela. 
Apesar das peripécias...as TeleAulas foram um sucesso!
Com a Escola do HSM, no dia 29 de outubro, descobrimos a história da iluminação. Uma TeleAula em que até foi necessário o uso do telemóvel para conseguirmos comunicar... por isso, falharam as fotografias. Garantimos que, apesar dos percalços, o objetivo foi cumprido e aqui colocamos uma foto do trabalho posterior à TeleAula.


Na TeleAula com a EBI da Bobadela, os nossos alunos tiveram a oportunidade de construir um caleidoscópio.
Algumas expressões dos nossos alunos: "que giro!", "uau...", "bué da fixe!" (neste caso, fizemos a chamada de atenção para o calão...).



Conquistas com Luz

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A par dos trabalhos escolares, andámos entusiasmados a realizar pesquisas sobre a evolução da iluminação, construindo algumas fontes de luz com diversos materiais.




Todos estes trabalhos foram apresentados numa TeleAula com a escola do IPO... Uma TeleAula um pouco diferente em que tivemos de utilizar telemóveis para conseguirmos ouvir a malta do IPO.
Pusemos a lucerna, a vela, o candelabro, lâmpadas, lamparinas e lampiões…a contar como tudo se passou e, no final, realizámos umas palavras cruzadas sobre este tema.




Num ano dedicado à Luz conseguimos ter um novo parceiro para colaborar connosco, o Museu da Eletricidade.
Construímos carros ecológicos, que captavam luz por painéis fotovoltaicos... para os nossos alunos esta foi uma palavra difícil de repetir mas a atividade facilitou o seu significado.
Por fim, participámos todos numa corrida numa pista especial.





Foi uma tarde muito divertida!!!

Segurança Infantil

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Decorreu recentemente no Hospital de Dona Estefânia, numa iniciativa promovida pelo Gabinete de Gestão de Risco e pelo Gabinete de Comunicação, um conjunto de ações de Promoção da Segurança Infantil - "Está seguro que as crianças estão seguras?".

Os nossos alunos participaram nas atividades desenvolvidas neste âmbito e também colaboraram na iniciativa elaborando dois folhetos informativos sobre o tema.


Este desdobrável foi elaborado pela nossa aluna Jaíne e aborda alguns dos cuidados gerais a ter com os bebés, com as crianças e com os adolescentes.


Este folheto aborda questões mais específicas relativas a situações de queimaduras e foi elaborado pela nossa aluna Márcia.

Agradecemos as orientações da Srª Enfª Idalina Bordalo!

Da Terra e do mar sem luz

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Depois de visionarmos o vídeo "The Earth at night", ficámos a saber que os países e continentes mais iluminados à noite são a Europa, os Estados Unidos da América, São Paulo e Rio de Janeiro (no Brasil), Japão e China. As zonas menos iluminadas são a Rússia e o continente africano. Os locais mais iluminados são regiões mais desenvolvidas economicamente e onde habita um número elevado de pessoas. As localidades menos iluminadas são mais pobres e mais desertas.
Verificámos a existência de pontos luminosos nos oceanos que são de barcos e de poços petrolíferos. Os satélites que enviam estas imagens para a Terra permitem a identificação de barcos que se encontram a pescar em zonas onde não é permitido fazê-lo.
Este filme foi realizado a partir de fotografias tiradas ao planeta Terra por um satélite durante vinte e dois dias.
E da terra partimos para as profundezas do mar e descobrimos várias curiosidades interessantes como as seguintes:
  • O mar mais profundo é mais escuro: de um azul mais profundo; 
  • As zonas mais verdes do mar são as menos profundas; 
  • Do menos profundo para o mais profundo: o Oceano Ártico, Oceano Antártico, Oceano Índico, Oceano Atlântico. O mais profundo é o Oceano Pacífico; 
  • Nos vários oceanos existem lugares muito profundos a que se chama fossas. Como exemplo:
  1. No Oceano Pacífico: Fossa das Marianas: 10 915 metros. 
  2. No Oceano Atlântico: Fossa de Porto Rico: 8605 metros. 
  3. No Oceano Índico: Fossa de Java: 7125 metros.
  • As zonas mais profundas dos oceanos chamam-se abissais e os seres que lá vivem também. O adjetivo vem da palavra abismo que significa profundeza, poço, precipício;
  • Esses seres têm um aspeto estranho e desenvolveram capacidades diferentes dos que vivem nas zonas menos profundas. Exemplos destes seres temos o blobfish, o peixe-dragão, o peixe-ogro, caranguejo-aranha, diabo-do-mar e outros que ainda não têm nome porque não estão estudados;
  • À semelhança da nossa atmosfera, também o mar tem várias camadas de profundidade como se vê na seguinte figura:
  • A partir dos 4000 metros, a luz do Sol não entra; 
  • A pressão é tão forte que nenhum ser humano sobrevive; 
  • A temperatura é muito baixa; 
  • Os seres abissais desenvolveram capacidades para se adaptar a estas regiões, chegando a emitir luz própria (bioluminescência); outros têm a boca muito grande para apanhar facilmente comida; o estômago é largo e elástico para armazenar grandes quantidades de comida por muito tempo; alguns têm tentáculos e espinhos que servem de sensores para capturar as suas presas.
peixe-ogro
peixe-dragão

blobfish
Não são criaturas incríveis?
Na nossa próxima publicação, vamos voltar a falar de bioluminescência, a propósito de um inseto que parece uma barata brilhante. Quem adivinha?